O produto

NASALOPEN fornece diminuição do ronco e alívio de alguns tipos de apnéia do sono, sem necessidade de cirurgia invasiva, comprimidos, sprays, moldeiras dentárias ou travesseiros especiais. É confortável, econômico, reutilizável, e funciona! Seu "design” permite que você facilmente o ajuste para se encaixar confortavelmente sobre o seu nariz e nas vias nasais. É feito de aço inoxidável de classe médica é muito durável e pode ser usado por muitos anos.



NASALOPEN surgiu a partir de muitas pesquisas mundiais baseadas em pessoas que não conseguiam dormir bem. Sabíamos que o produto tinha que manter as passagens nasais abertas, tinha que caber em todos os narizes, ser confortável de usar e, além disso tudo ser barato. Surgiu então, o projeto atual.



Outra coisa incrível, é que com o NASALOPEN as pessoas aprendem a respirar pelo nariz novamente. Respirar pela boca enquanto se dorme, faz com que o corpo esqueça de respirar pelo nariz. Usando NASALOPEN as pessoas serão capazes de treinar o seu corpo para respirar pelo nariz enquanto fazem qualquer atividade diária ou especificamente quando dormem.


Artigos Científicos

Avaliação do Uso de Um Dilatador Intranasal Metálico em Pacientes com Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono em Uso de CPAP

Evaluation of the Use of an Intranasal Metallic Dilator in Patients with Obstructive Sleep Apnea Syndrome Using CPAP


Apneia do sono tipo obstrutiva, obstrução nasal, respiração com pressão positiva.

Obstructive sleep apnea, nasal obstruction, breathing with positive pressure

RESUMO:

Introdução: A síndrome da apneia-hiponeia do sono (SAHOS) é doença crônica e evolutiva, com alta morbidade. A aplicação de máscara com pressão positiva nas vias aéreas, ligada a compressor de ar, nasal continuous positive airway pressure (CPAP), é um método eficiente, porém, com efeitos colaterais relacionados à máscara e à pressão.

Objetivo: Determinar a possível diminuição da pressão do CPAP, com a utilização de um dilatador intranasal metálico.

Método: Foi realizado um estudo prospectivo multicêntrico de 15 pacientes, de novembro de 2003 a junho de 2006, com pacientes em uso de CPAP, divididos em dois grupos: 10 com problemas de adesão e cinco sem problemas de adesão, todos examinados para inclusão. Foi realizada nova polissonografia para titulação da pressão com o uso do dilatador intranasal nos dois grupos.

Resultados: Dos 10 pacientes com problemas de adesão ao tratamento, todos tiveram redução na pressão de titulação, na polissonografia feita com o uso do dilatador intranasal. Dos cinco pacientes sem problemas de adesão, em dois a pressão não mudou, porém, afirmaram que a sensação de conforto melhorou; em dois, a pressão aumentou; e, em um, a pressão diminuiu. Conclusão: A utilização do dilatador intranasal diminui a pressão de titulação do CPAP.


INTRODUÇÃO:

A SAOS apresenta grande variedade de sintomas, sendo os mais importantes o ronco (em 90% dos casos), sonolência diurna excessiva, alteração do humor, cefaléia matutina, impotência sexual, queda do rendimento intelectual e alterações cardiológicas e neurológicas. Caracteriza-se pela ocorrência de apneias e hipopneias (em número de 5 ou mais por hora), devido à parada ou redução da passagem de ar pelas vias aéreas superiores com duração mínima de 10 segundos, ocorrendo várias vezes e exclusivamente durante o sono (1,2).

A polissonografia, é o exame de escolha e tem a característica de classificar a SAOS, sendo, portanto, procedimento essencial na escolha da conduta a ser tomada em cada caso, mediante a determinação do número de vezes em que ocorrem os eventos respiratórios, o que é denominado índice de apneia-hipopneia por hora (IAH), sendo 5 a quantidade normal (4).

O tratamento da SAOS pode ser clínico ou cirúrgico e está diretamente relacionado com a determinação do IAH. Nos pacientes com IAH até 15, as medidas comportamentais, como perder peso, evitar o uso de álcool e sedativos e o abandono do hábito de fumar, devem ser considerados métodos auxiliares importantes no tratamento (1). O tratamento clínico mais utilizado atualmente é a aplicação de máscara, com pressão positiva nas vias aéreas superiores, ligada a um compressor de ar: "nasal continuous positive airway pressure" (CPAP). Este método foi introduzido por Sullivan (5) em 1981 e tornou-se o tratamento mais popular para SAOS. A pressão ideal, que deve variar de acordo com a resistência nasal individual, tamanho das vias aéreas superiores (VAS) e aceitação da pressão de titulagem, está entre 5 e 15 cm H2O e a sua utilização por longo período de tempo depende da adesão do paciente (6).

A apneia e o ronco respondem bem ao CPAP em pacientes com IAH>30, pois estes têm melhora imediata e toleram bem o uso da máscara (2). A adequação e o conforto da máscara associados à determinação adequada da pressão do CPAP são os fatores de maior influência na eficácia do tratamento (7).

A utilização do CPAP é um método muito eficiente, porém com problemas de adesão. Os efeitos colaterais são relacionados à máscara e à pressão, além do barulho do aparelho, o que influencia na aceitação desse método. Doenças obstrutivas nasais (rinite crônica, rinite hipertrófica, rinosinusites e desvio do septo do nariz) podem aumentar a pressão para uso do CPAP, causando desconforto e requerem tratamento para facilitar a tolerância ao aparelho. A congestão nasal pode ser razão primária para a parada do tratamento. A correção cirúrgica pode ser utilizada em pacientes que receberão posteriormente o CPAP, visto que o sucesso dessa terapia requer uma via aérea superior relativamente patente (8, 9). Os pacientes devem descontinuar o tratamento quando apresentarem infecção das vias aéreas superiores devido à obstrução nasal, além de usarem descongestionantes nasais para facilitar a tolerância ao CPAP (10).

Devido ao exposto anteriormente, que a obstrução nasal é um fator importante para a não aceitação do tratamento com CPAP, tem sido recomendado por diversos autores à utilização de dispositivos para dilatação da valva nasal, com redução significativa do nível de ruído do ronco (11,12). Esta dilatação pode ser realizada com dispositivo externo ou intranasal, com efeitos relativos na redução do ronco, porém não reduz o número de apneias e hipopneias e não melhora a saturação de oxigênio (12).

A utilização de dilatador intranasal não tem efeito em pacientes com SAOS moderada ou severa, pois a redução da resistência nasal não previne a obstrução hipofaríngea (13).

Pelo demonstrado acima de que a pressão é um fator importante na aceitação do tratamento, o objetivo deste artigo é determinar a diminuição da pressão do CPAP com a utilização do dilatador intranasal metálico em pacientes selecionados com síndrome da apneia-hipopneia do sono em tratamento.

MÉTODO:

Os pacientes presentes neste estudo foram encaminhados de ambulatórios de CPAP (Instituto do Sono e Hospital CEMA) e de clínicas particulares (Clínica Ademir Baptista e Hospital Paulista). Todos já estavam em tratamento com CPAP por um período de no máximo 6 meses, com problemas ou não de adesão, entre novembro de 2003 e junho de 2006. Foram avaliados com história clínica, exame otorrinolaringológico e das cavidades nasais com telescópio rígido marca STORZ de 30o com 4 mm de espessura.

Após avaliação dos pacientes encaminhados pelos médicos assistentes os critérios de inclusão foram: estar em terapia com CPAP, com problema ou não de adesão, gravidade da patologia e titulação da pressão do CPAP. O resultado foi à seleção de 30 pacientes dos quais 15 foram excluídos devido a lesões da cavidade nasal (desvio do septo do nariz por trauma, pólipos e/ou outros tumores, hipertrofia acentuada das conchas nasais), bucal (hipertrofia acentuada de tonsilas palatinas) e na rinofaringe (tumores), más formações craniofaciais e síndromes com tratamentos específicos, devido à impossibilidade primária do uso do CPAP como tratamento, com o consentimento do médico assistente foram encaminhados para avaliação por otorrinolaringologista e/ou cirurgião buco-maxilo-facial.

Foram incluídos 15 pacientes com idade entre 32 e 68 anos divididos em dois grupos: Grupo 1 - dez pacientes com queixa no tratamento com o CPAP, a saber: desconforto com a máscara ou com a pressão, incomodo nasal e na orofaringe (boca seca) e Grupo 2 - cinco pacientes sem nenhuma queixa com o uso do CPAP.

Posteriormente foi colocado o dilatador intranasal metálico em ambas as fossas nasais, para realização da nova polissonografia para titulação da pressão. Foi utilizado um dilatador intranasal metálico, com o objetivo de aumentar a abertura da valva nasal. Tal produto é um modelo à semelhança de outros dilatadores, para expansão do diâmetro do vestíbulo nasal.

Não foram incluídos pacientes que apresentassem lesões da cavidade nasal (desvio do septo do nariz por trauma, pólipos e/ou outros tumores, hipertrofia acentuada das conchas nasais), bucal (hipertrofia acentuada de tonsilas palatinas) e na rinofaringe (tumores), más formações craniofaciais e síndromes com tratamentos específicos, devido à impossibilidade do uso do CPAP.

Os pacientes assinaram consentimento informado e o projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Heliópolis, registrado sob o nº 266.

Ao chegar ao laboratório do sono, os pacientes foram recepcionados pelo técnico, que conferiu os dados e o pedido de exame solicitado pelo médico e encaminhados para o quarto. Os pacientes preencheram um questionário pré-sono, com informações pessoais e sobre seus problemas relativos à SAOS, trocaram de roupa e foram informados de que seu sono seria monitorizado durante a noite por meio de um monitor de áudio e vídeo.

Foram colocados eletrodos para registro do eletroencefalograma, segundo Sistema Internacional 10-20 de Colocação de Eletrodos; dois eletrodos para registro dos movimentos oculares, sendo um a 1 cm acima e afora do canto externo do olho direito e outro 1 cm abaixo e afora do canto externo do olho esquerdo; dois eletrodos na região mentoniana e submentoniana; um eletrodo em cada perna, sobre o respectivo músculo tibial anterior, para registro do eletromiograma e eletrodos aplicados sobre o tórax, sugerida derivação oblíqua (V1 modificada): direito acima / esquerdo abaixo para o eletrocardiograma. Uma cânula foi colocada sob o nariz do paciente, de maneira que foi possível captar o sinal adequado da pressão do ar de ambas as narinas. Foram colocadas cintas elásticas sobre o tórax e abdômen para registro do esforço respiratório. Um sensor de vibração (ou microfone) foi colocado ao lado da traqueia (cartilagem tireoide) para registro do ronco. Um sensor para investigação da oximetria foi colocado sobre o dedo indicador .

Colocação do aparelho de pressão aérea positiva (CPAP):

Foi explicado aos pacientes como funciona o aparelho, possíveis incômodos, a colocação prévia do dilatador intranasal e que a máscara deveria ficar justa no rosto, sem incomodar para evitar vazamentos de ar, que a inspiração e a expiração deveriam ser feitas somente pelo nariz, que a respiração pela boca e a fala seriam dificultadas, o que é normal, que a respiração deveria ser natural e não forçada pelo aparelho. Pedimos aos pacientes que avisassem sobre qualquer incômodo e dito que poderiam retirar a traqueia caso se sentissem asfixiados e, nesse caso que avisassem o técnico.

Seguiu-se o método padrão para ajuste da pressão do aparelho de PAP contínua (CPAP), com pressão inicial de 4 cmH2O e, após o início do sono do paciente, aumentada de um em um cmH2O, mecânica ou automaticamente, caso ocorresse apneia, hipopneia, ronco, despertares ou saturação de oxigênio abaixo de 90%, a pressão não deveria ultrapassar 18 cmH2O, sob vigilância de profissional.

Análise estatística foi feita pelo método ANOVA (variáveis independentes e dependente contínua) e ANCOVA (variáveis categóricas sobre dependente).

RESULTADOS

A avaliação com nova polissonografia transcorreu sem dificuldades. Na Tabela 1 estão os pacientes que apresentaram algum tipo de queixa no tratamento com o CPAP, tais como: desconforto com a máscara ou com a pressão, incômodo nasal e na orofaringe (boca seca) e os pacientes sem nenhuma queixa; as pressões iniciais e após o dilatador nasal, o tempo de tratamento não ultrapassou 6 meses e o peso apresentou pouca importância devido à pequena variação pela descontinuidade da terapia (grupo 1 ). Todos os pacientes com queixas tiveram diminuição da pressão após o uso do dilatador.



Na Tabela 2 está à análise estatística mostrando a diminuição dos níveis de pressão depois do uso do dilatador no Grupo 1 e praticamente sem alteração no Grupo 2.



Uma vez que os grupos iniciaram os tratamentos de patamares diferentes a saber: Sprobl pré ≠ Cprobl pré; p = 0,042, o teste Ancova foi utilizado e mostrou: F (1,12) = 10,005 p < 0,001.



Gráfico 1. Resultado dos grupos antes e depois do uso do dilatador intranasal.


A análise de covariância (Ancova) é comumente descrita para o ajuste de variáveis que não podem ser controladas pelo pesquisador.

DISCUSSÃO

A terapia com CPAP foi introduzida por Sullivan (5) em 1981 e tornou-se o tratamento mais popular para a SAOS, principalmente nos pacientes que não aceitam cirurgia, não têm condições clínicas para tratamento cirúrgico ou necessitam de melhora imediata de sintoma, por exemplo, sonolência excessiva. Os pacientes devem ser observados em laboratório do sono para determinar o valor da pressão ideal para melhorar o ronco e a apneia. A pressão ideal está entre 5 e 15 cmH2O e deve variar de acordo com a resistência nasal individual, tamanho da VAS e aceitação da pressão de titulação. A utilização do CPAP por longo período de tempo depende da adesão do paciente.

Wigand, Zwillich (1994) (6), em um estudo preliminar retrospectivo, relatam que 60 a 90% dos pacientes com SAOS referem uso regular do CPAP nos primeiros meses de tratamento e que os pacientes que abandonam o uso fazem-no nesses primeiros meses também, devido aos efeitos colaterais, inconveniência e percepção de ineficácia.

A aceitação do CPAP tem paralelo com a gravidade da SAOS, ela é maior quanto mais apneias ocorrerem e mais longas forem as paradas respiratórias. A aceitação aumenta quando está presente a sonolência diurna excessiva (14,15).

O uso do CPAP, por meio de máscara nasal durante a noite, permite a injeção de ar na faringe, desbloqueando e mantendo as VAS permeáveis. O CPAP melhora a sonolência diurna e as sequelas cardiopulmonares. Constitui a primeira escolha de tratamento na SAOS, principalmente nas formas mais severas, porém o seu uso a longo prazo apresenta inconveniência pois é incômodo, não é curativo e leva a alterações nasofaríngeas (1). Muitos pacientes não aderem ao tratamento com CPAP por várias razões: desconforto com a máscara, com a pressão do ar no nariz e com o barulho do aparelho (9).

A pressão alta de titulação do CPAP nos seios da face pode diminuir a drenagem e causar problemas em pacientes com patologias pré-existentes. A pressão de titulação maior que 10 cmH2O está relacionada com a diminuição da frequência cardíaca e da função renal (5).

As complicações menores do CPAP são: irritação da pele, secura da mucosa nasal e orofaringe, congestão nasal e secreção e irritação ocular. As maiores são: pneumoencéfalo, meningite bacteriana, epistaxe severa e arritmia atrial. O sucesso da terapia com CPAP requer a via aérea patente (8).

Relatos frequentes dos pacientes que usam o CPAP incluem: rinorreia e irritação nasal, epistaxe, dor de cabeça, irritação e inflamação dos olhos, claustrofobia e irritação e perfuração do septo nasal devido à pressão na máscara (16).

A cirurgia nasal tem eficácia limitada no tratamento de adultos com SAOS, mas melhora a tolerância para o uso do CPAP (3, 14).

O nível de pressão do CPAP tem redução significante após cirurgia para correção da obstrução nasal, aumentando o uso do CPAP (9).

A resistência máxima nasal está localizada na área da valva que compreende a parte anterior do corneto inferior (15).

Schonhofer et al (2000), em pacientes com síndrome da apneia-hipopneia do sono, investigaram o efeito de um dispositivo de plástico para dilatar a valva nasal introduzido na narina durante o sono, de forma a exercer uma dilatação forçada da valva nasal. Foi realizada polissonografia antes e após um mês do tratamento e a investigação mostrou que o dilatador nasal não tinha efeito nos pacientes com síndrome da apneia do sono.

Rombaux et al. (2005), referiu que o uso de dilatador nasal é um método atrativo na diminuição da resistência na área da valva nasal, tendo impacto positivo no ronco e/ou apneia. A dimensão da valva nasal é aumentada em aproximadamente 30%. A maioria dos estudos concluiu que o dilatador nasal pode reduzir a sensação subjetiva do ronco, porém sem efeito na medida objetiva do ronco e no índice de apneia-hipopneia na maioria dos pacientes com distúrbios respiratórios do sono. Com base nessa informação, os dilatadores nasais não têm efeito na maioria dos pacientes apneicos, mas podem ser recomendados como teste em roncadores sem apneia.

Como a pressão de titulação do CPAP é um fator importante na aceitação e utilização pelo paciente, pois pressões altas (acima de 15 cm H20) tendem a trazer efeitos colaterais, qualquer procedimento que consiga diminuir a pressão será de grande utilidade no tratamento da SAOS (10,12).

Neste estudo, como uma forma de atenuar os efeitos colaterais da pressão do CPAP e podendo melhorar a adesão ao tratamento (uma vez que pressão é igual à força sobre superfície), 15 pacientes foram submetidos à nova titulação da pressão por intermédio de polissonografia realizada com o uso de um dilatador metálico intranasal previamente adaptado a cada paciente examinado para inclusão no estudo, esperando que um aumento na superfície diminua a pressão.

Desse grupo, dez pacientes apresentavam algum problema para a utilização do CPAP (Grupo 1) e cinco não apresentavam nenhuma queixa (Grupo2). A diminuição da pressão foi o único parâmetro a ser analisado como forma de avaliação antes e depois do uso do dilatador intranasal. Dado como peso antes e depois foram anotados, mostrando que nos pacientes com problemas de adesão e possível descontinuidade do tratamento com CPAP este não sofreu variação importante ao passo que no grupo sem problemas notou-se tendência à diminuição.

No grupo com problema de adesão, todos tiveram diminuição da pressão de titulação com o uso do dilatador; no outro grupo, sem problemas de adesão, dois pacientes não tiveram mudança na pressão, porém relataram maior conforto na utilização da máscara com o dilatador intranasal; dois pacientes tiveram aumento na pressão e, em avaliação posterior, concluiu-se ter havido problema na colocação do dilatador no dia do exame; um paciente apresentou diminuição do nível de pressão.

CONCLUSÃO

A utilização do dilatador intranasal metálico em pacientes com síndrome da apneia-hipopneia do sono, em tratamento e com problemas de adesão, diminui a pressão de titulação do CPAP.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Pinto JA. Síndrome da apnéia obstrutiva do sono: uma tarefa multidisciplinar. In: Pinto JA. Ronco e apnéia do sono. Rio de Janeiro: Revinter; 2000, pp.1-2.

2. Aloe F. Distúrbio respiratório sono-dependente. In: Pinto JA. Ronco e apnéia do sono. Revinter; 2000, 5:21-32.

3. Sériès F, Pierre S ST, Carrier G. Effects of surgical correction of nasal obstruction in the treatment of obstructive sleep apnea. Am Rev Respir Dis. 1992, 146:1261-5.

4. Mekhitarian L, Fava AS, Lopes HC, Stamm A. Estudo epidemiolócico das alterações estruturais da cavidade nasal associadas à síndrome da apnéia e hipopnéia obstrutiva do sono (SAHOS). Rev Bras Otorrinolaringol. 2005, 71:464-6.

5. Sullivan CE, Issa FG, Jones MB, Eves L. Reversal of obstructive sleep apnoea by continuous positive airway pressure applied through the nares. Lancet. 1981, 18:862-5.

6. Wigand L, Zwillich CW. Disease a Month - Obstructive Sleep Apnea. Mosby - Year Book Inc. 1994, 40:199-252.

7. Silva AB, Lopes EA. Distúrbios do sono. Rev Bras Med. 2001, 58:225-35.

8. Man GCW. Obstructive sleep apnea - diagnosis and treatment. Med Clin North Am. 1996, 80:803-21.

9. Friedman M, Tanyeri H, Lim JW, Landsberg R, Vaidyanathan K, Caldarelli D. Effect of improved nasal breathing on obstructive sleep apnea. Otolaryngol Head Neck Surg. 2000, 122:71-4.

10. Hoffstein V, Viner S, Mateika S,Conway J. Treatment of obstructive sleep apnea with nasal continuous positive airway pressure. Am Rev Resp Dis. 1992, 145:841-5.

11. Petruson B. Snoring can be reduced when the nasal airflow is increased by the nasal dilatador Nozovent. Arch Otolaryngol Head Neck Surg. 1990, 116:462-4.

12. Hoffstein V, Mateika S, Metes A. Effect of nasal dilation on snoring and apneas during different stages of sleep. Sleep. 1993, 16:360-5.

13. Schonhofer B, Franklin KA, Brunig H, Wehde H, Kohler D. Effect of nasal-valve dilation on obstructive sleep apnea. Chest. 2000, 118:587-90

14. Rauscher H, Popp W, Wanke T, Zwick H. Acceptance of CPAP therapy for sleep apnea. Chest. 1991, 100:1019-23.

15. Rolfe I, Olson LG, Saunders NA. Long-term acceptance of continuous positive airway pressure in obstructive sleep apnea. Am Rev Respir Dis. 1991, 144:1130-3.

16. Erman MK. Conservative treatment modalities for obstructive sleep apnea. Otolaryngol Head Neck Surg. 1991, 2:120-6.

17. Rombaux PH, Listro RG, Hamoir M, Bertrand B, Aubert G, Verse T, Rodenstein D. Nasal obstruction and its impact on sleep-related breathing disorders. Rhinology. 2005, 43:242-50.


Modo de Usar

  • Primeiro passo

    Na Figura 1, vemos o NASALOPEN na posição de repouso, isto é, na forma que ele vem na embalagem.

    Para ajustar o arco do NASALOPEN, abrir ou apertar até encontrar a posição que se encaixa confortavelmente no seu nariz. (Figuras 2 e 3)

  • Segundo passo

    Para ajustar as pontas do NASALOPEN aperte ou abra as lacunas (a) para torná-las mais próximas ou mais distantes. O NASALOPEN fica mais seguro nas narinas se você apertar as lacunas até que ele se encaixe confortavelmente no seu nariz. Sendo o material de aço inoxidável temperado você pode ter que apertar algumas vezes para obter o diferencial que você precisa. O NASALOPEN deve se encaixar confortavelmente e firmemente em seu nariz. Os loops (b) deverão deslizar facilmente para dentro do nariz. (Figuras 4 e 5)

  • Terceiro passo

    Para usar, comece apertando as hastes e, dessa forma deslize o NASALOPEN ao longo da borda do nariz, como nas Figuras 6, 7 e 8

  • Quarto passo

    Em seguida, empurre o NASALOPEN para baixo sobre o arco do nariz, como nas Figuras 9 e 10 . Ele está agora no lugar.

Se o NASALOPEN sai durante o sono, tente fechar a lacuna (a) um pouco mais apertado ou coloque um pequeno band-aid ou esparadrapo sobre o arco de seu nariz para manter o NASALOPEN no lugar.



No começo do uso você pode sentir um pouco de ardência no nariz. Isto é devido ao fluxo de ar ser maior sobre as passagens nasais. Significa que você está respirando normalmente e melhor. Ela vai diminuir em alguns dias. Tente usar o NASALOPEN na sua casa, assistindo televisão, lendo um livro, no computador ou mesmo relaxando. Isso ajudará você a se sentir mais confortável com ele durante à noite.

NASALOPEN não deve doer e seu uso deve ser confortável. Se você sentir qualquer dor ou latejamento ajuste o arco e as pontas até que pare de latejar. Você pode sentir uma coceirinha no nariz, mas isso é temporário e, logo você se sentirá confortável usando o NASALOPEN.

CUIDANDO DO NASALOPEN

NASALOPEN deve ser limpo com água e sabão anti-bacteriano pelo menos uma vez por semana ou mais frequentemente quando necessário.

Informações e Indicações

NASALOPEN é um dispositivo destinado a proporcionar um alívio temporário de causas transitórias de dificuldades respiratórias resultantes de alterações estruturais e / ou causas transitórias de congestão nasal associadas à ventilação nasal reduzida. NASALOPEN reduz a resistência das vias aéreas e aumenta o fluxo de ar nasal. NASALOPEN é construído a partir de aço inox cirúrgico e é colocado dentro das narinas, agindo de forma a empurrá-las e mantendo-as abertas ou pressionando suavemente sobre a columela.



NASALOPEN está isento dos procedimentos de notificação antes da comercialização a quaisquer órgãos ligados à saúde, pois trata-se de um dispositivo físico, não sendo portanto um medicamento e, não possuindo características químicas, farmacológicas e nem contra-indicações que venham prejudicar ou que possam comprometer a saúde e o bem estar de seus usuários. Portanto, trata-se de um produto NATURAL, ALTERNATIVO E QUE REALMENTE FUNCIONA!



Segundo estudos científicos comprovados (Terapia com CPAP introduzida por Sullivan em 1981- USA o tratamento mais popular para a apnéia do sono do mundo), o uso de dilatador nasal interno NASALOPEN é um método atrativo na diminuição da resistência na área da narina anterior, tendo impacto positivo no ronco e/ou apnéia. A dimensão da narina anterior é aumentada em aproximadamente 30%. NASALOPEN é um modelo à semelhança de outros dilatadores, que aumenta o tamanho da narina anterior de modo eficiente e contínuo durante a noite ou no exercício físico.



Passando mais ar pelo nariz, o palato não vibra com a mesma facilidade e a maior parte das pessoas roncam menos ou deixam de roncar. Se a boca permanece fechada enquanto se dorme, não se produz ressecamento bucal, eliminando a formação de saburra lingual e o mau hálito. Elimina a sensação de nariz entupido durante as gripes e processos alérgicos.



A zona da válvula nasal é o caminho mais estreito no trato respiratório, sendo o lugar onde se produz mais da metade do total da resistência na respiração nasal em pessoas saudáveis (1). O raio proporcional entre a válvula nasal e a abertura do osso periforme é aproximadamente de 1:1.4 (2). A seção da área nasal tem ao redor de 30 cm², no nariz 120 mm² e na nasofaringe 150 mm². Quando as narinas estão dilatadas com o dispositivo NASALOPEN, o ar que passa se incrementa em um percentual de 0.68 l/seg. a 0.84 l/seg. à 150 Pa* - ou seja, 24% a mais (3). Esta melhora no fluxo de ar ao respirar é comparável ao que se obtém ao usar gotas ou spray para a descongestão da mucosa nasal, a diferença é que NASALOPEN é um dispositivo e não uma droga ou produto químico.

* Pa = Pascal - unidade medida de medida de pressão

Referências:

1. O'Neill G, Tolley N.S. Theoretical considerations of nasal airflow mechanics and surgical implications. Clin. Otolaryngol. 1988; 13: 273 - 277.

2. Bachman W, Legler U. Studies on the structure and function of the anterior section of the nose by means of luminal impression. Acta Otolaryngol (Stockholm), 1972; 73: 433 - 442.

3. Petruson B. Improvement of nasal airflow by the nasal dilator Rhinology 1988; 26 289 - 292.



QUEM DEVE USAR:

PESSOAS QUE RONCAM - PACIENTES COM APNÉIA DO SONO - PACIENTES COM ASMA, ALERGIA OU DIFICULDADES RESPIRATÓRIAS - PARA ABRIR A PASSAGEM NASAL E AUMENTAR O FLUXO DE AR DE MANEIRA NATURAL - ATLETAS, PARA AUMENTAR A CAPACIDADE DO FLUXO DE AR, INTENSIFICAR O DESEMPENHO E PARA MANTER A PRESSÃO ARTERIAL BAIXA DURANTE OS EXERCÍCIOS FÍSICOS.


Como Funciona

NASALOPEN é projetado especificamente para manter as passagens nasais abertas. Ele se adapta dentro de cada narina através de pequenos tubetes encaixando-se também sobre a ponte ou septo do nariz. Como visto na imagem abaixo. Os pequenos tubetes manterão suas passagens nasais abertas permitindo a entrada de ar e desobstruindo a narina que esteja mais fechada.



Os tubetes são feitos de silicone medicinal atóxico e, são hipoalergênicos. É o mesmo material usado em transferências de sangue. A qualquer momento podem ser facilmente removidos para limpeza.



NASALOPEN é projetado para ser usado repetidas vezes. Com alguns cuidados simples, ele pode durar muito tempo.



NASALOPEN não necessita de limpeza após cada utilização, no entanto, sugerimos a limpeza pelo menos uma vez por semana com um sabonete suave anti-bacteriano.


Se você não tem certeza que precisa de NASALOPEN faça o teste a seguir:

Aperte uma narina com o polegar. Respire normalmente através de sua narina aberta. Se você não respira normalmente é porque sua passagem nasal está bloqueada. Agora puxe a borda da narina (COLUMELA) para longe de você. Isto é, abra a narina isso deve permitir-lhe respirar normalmente e melhor. Se essa ação funcionar, então NASALOPEN é o produto certo para você. Em seguida repita o processo com a outra narina.

Porque Roncamos

O que é o ronco?

O ronco é uma condição comum. Quase todo mundo ronca ocasionalmente, mas estudos mostram que cerca de 25% da população mundial ronca regularmente. Geralmente o ronco ocorre durante o sono quando o maxilar inferior (mandíbula) relaxa, então se move para trás restringindo a via aérea e permitindo que a língua caia de volta para o tecido mole na parte posterior da garganta. O ronco é o som de partes moles (palato mole e úvula) que vibram quando o ar passa por elas. O ar passa através destes tecidos, porque a pessoa está respirando com a boca aberta durante o sono. Isso geralmente ocorre porque não consegue respirar pelo nariz. NASALOPEN é projetado para abrir as vias aéreas nasais assim sendo você começa a respirar bem e, consequentemente, a qualidade de seu sono melhora



Causas da Apnéia:

A apnéia do sono ocorre quando as vias nasais e a língua bloqueiam as passagens de ar temporariamente impedindo que uma pessoa seja capaz de respirar. Quando a pessoa não consegue respirar pelo nariz ou boca, ela para de respirar e acorda muitas vezes sem saber. Isso pode ocorrer centenas de vezes durante a noite. Ronco e apnéia afetam uma grande percentagem da população. O ronco pode ser muito estressante para os relacionamentos e a paz do lar. Em alguns casos, o ronco é tão alto que atrapalha toda a família. Ambos, ronco e apnéia, muitas vezes deixam uma pessoa cansada e podem gerar muitas outras complicações tais como: ganho de peso, irritabilidade, fadiga, cefaléia matinal, déficit de atenção, memória fraca, maior tempo de doença, baixo desempenho no trabalho, diminuição do interesse em sexo, hipertensão, doença cardíaca, acidentes no local de trabalho, acidentes durante a condução de veículos.